No dia 11 de abril, a diplomacia do Irã declarou que o cessar-fogo estabelecido com os Estados Unidos desde 8 de abril se tornou praticamente irrelevante, em virtude de uma nova rodada de bombardeios americanos. Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores iraniano destacou que os "ataques ilegais e criminosos" realizados pelos EUA constituem uma violação clara da Carta das Nações Unidas, tornando a trégua sem propósito.
Os ataques aéreos dos Estados Unidos miraram áreas no sul do Irã e localidades próximas à capital, incluindo Karaj, Nazarabad e Pishva, conforme reportado pela Guarda Revolucionária. Como resposta direta, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz.
Reações Globais e Desenvolvimentos Recentes
A intensificação do conflito gerou reações internacionais significativas. O Paquistão, que se posiciona como mediador na crise, expressou preocupação com o aumento das hostilidades e reafirmou seu apelo por uma solução pacífica através da diplomacia e diálogo, conforme declarado pelo porta-voz Tahir Andrabi.
Na Jordânia, o Exército informou sobre a interceptação de vinte mísseis iranianos na madrugada de quinta-feira. Esses mísseis estavam direcionados para Azraq, onde há uma base militar americana situada a cerca de 80 km a leste da capital Amã. A Guarda Revolucionária do Irã havia reivindicado anteriormente um ataque contra um centro de comando americano no país. Felizmente, não houve vítimas ou danos resultantes dessa interceptação.
O ministro indiano da Marinha Mercante confirmou a morte de três marinheiros indianos que estavam no petroleiro M/T Settebello, registrado sob a bandeira de Palau. O navio foi alvo dos Estados Unidos próximo à costa de Omã no dia 10 de abril. Os marinheiros, que estavam desaparecidos inicialmente, foram posteriormente encontrados e identificados.
Antes desses eventos trágicos, as autoridades americanas haviam afirmado que o petroleiro M/T Settebello havia sido retirado de serviço devido à suspeita de tentar burlar o bloqueio imposto aos portos iranianos durante o governo de Donald Trump.


