A administração de Donald Trump reativou a Doutrina Monroe como um pilar essencial para justificar a presença dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental. Em uma gravação oficial, o Departamento de Estado declarou de forma enfática que o ‘domínio americano’ nas Américas ‘jamais será contestado’, estabelecendo uma postura firme em relação à influência na região.
Revisão da Doutrina ao Longo da História
O vídeo, com duração superior a cinco minutos, revisita a política criada em 1823 pelo presidente James Monroe. Essa doutrina afirmava que qualquer nova tentativa de colonização ou intervenção de potências europeias no continente seria vista como uma ameaça aos Estados Unidos, servindo por mais de dois séculos como justificativa para várias ações de Washington na área.
No material audiovisual, são mencionados momentos históricos significativos, como a Crise dos Mísseis em Cuba, ocorrida em 1962, quando a União Soviética instalou armamentos nucleares na ilha, e as ações do governo Reagan contra grupos apoiados por Moscou na América Latina. Esses episódios ilustram a aplicação da doutrina na política externa dos EUA.
Doutrina Monroe sob a Administração Trump
A abordagem de segurança adotada pela administração Trump estabelece uma conexão clara com os princípios da Doutrina Monroe. Um exemplo notável é a Operação Absolute Resolve, que visava capturar o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Além disso, a Operação Lança do Sul foi oficialmente lançada com o intuito de intensificar o combate ao narcotráfico no Hemisfério Ocidental, envolvendo ataques navais no Caribe e Pacífico contra embarcações suspeitas. No entanto, juristas e vários governos latino-americanos criticaram essas ações como ‘execuções extrajudiciais’.
Preocupações com Potências Estrangeiras
A estratégia de segurança do governo Trump contempla um aumento da presença militar e de inteligência dos Estados Unidos na região. O enfoque é barrar o crescimento da influência de potências externas ou a tomada do controle sobre áreas consideradas estratégicas.
A administração expressa apreensão quanto à presença de países fora do continente, como China e Rússia, em setores que são vistos como fundamentais. A política visa claramente impedir que concorrentes internacionais posicionem suas forças ou assumam o controle sobre ativos essenciais nas Américas, reafirmando assim o compromisso com um domínio regional inquestionável.


