Os bombardeios aéreos executados pelos Estados Unidos contra o Irã resultaram em pelo menos 14 mortes e 78 feridos, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira, 9, pelo Ministério da Saúde iraniano. Essa ação militar abrangeu cinco províncias do Irã, aumentando a tensão após o colapso do acordo de cessar-fogo entre os dois países.
As estatísticas foram compartilhadas por Hossein Kermanpour, que lidera o Centro de Relações Públicas e Informação do Ministério da Saúde e Educação Médica do Irã, em uma postagem na rede social X. Ele informou que 47 feridos continuam internados, enquanto os demais já foram liberados após tratamento médico.
Reações Oficiais e Justificativas
Em um novo comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã repudiou os ataques aéreos, considerando a operação americana um "grave crime de guerra". A chancelaria destacou que os bombardeios não apenas afetaram instalações militares, mas também danificaram infraestrutura civil, como pontes ferroviárias no leste do país, na rota para Mashhad.
Por outro lado, os Estados Unidos afirmam que a ofensiva teve como alvo somente estruturas militares. O Comando Central dos EUA declarou que os ataques destruíram ou causaram danos a sistemas de defesa aérea, instalações de monitoramento costeiro, depósitos de mísseis e drones, capacidades navais e centros logísticos militares. O objetivo seria diminuir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.
Contexto e Aumento da Tensão Militar
O atual balanço reflete o impacto humano da ofensiva americana que começou na terça-feira passada, quando alvos militares iranianos foram bombardeados pelo Comando Central dos EUA, incluindo mais de 60 embarcações da Guarda Revolucionária. Na quarta-feira seguinte, uma nova série de ataques alcançou cerca de 90 instalações estratégicas ao longo da costa iraniana.
Washington justifica essa agressão como uma resposta aos ataques realizados pelo Irã contra três navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. A Casa Branca classificou essa ação como uma violação do cessar-fogo anteriormente estabelecido entre as duas nações.
A intensificação militar foi acentuada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o fim do acordo de cessar-fogo com Teerã durante a cúpula da Otan realizada em Ancara. Durante esse evento, Trump deixou claro que não tinha intenção de reiniciar negociações com o governo iraniano e insinuou a possibilidade de novas intervenções militares.


