O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reiterou sua posição a favor da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que assinaria o requerimento quantas vezes fossem necessárias. Ele fez essa declaração em suas redes sociais neste sábado (14), durante seu primeiro giro de pré-campanha pelo país, realizado em Rondônia.
Flávio enfatizou que não se arrepende de ter assinado a CPI da Toga, destinada a investigar a conduta de ministros do STF em processos ligados ao caso do Banco Master, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Ele criticou matérias jornalísticas que sugeriram que ele teria recuado em sua posição, classificando tais reportagens como “mentiras” que distorcem sua opinião.
“Assinei uma vez, assinaria duas, três, cinco vezes, quantas fossem necessárias para investigar qualquer ministro que tenha cometido alguma irregularidade”, afirmou Flávio Bolsonaro, defendendo que a iniciativa é fundamental para garantir a apuração de possíveis ilegalidades no Poder Judiciário. Ele também criticou a postura de parlamentares que, em sua visão, fazem pedidos de CPI mais por interesses políticos do que por necessidades investigativas reais.
Além de reafirmar seu apoio à CPI, Flávio Bolsonaro aproveitou sua agenda em Rondônia para consolidar sua pré-campanha presidencial, participando do lançamento da candidatura de Marcos Rogério ao governo estadual pelo Partido Liberal e acompanhando a definição de nomes que o partido planeja lançar para o Senado nas eleições de 2026.
Especialistas em direito constitucional destacam que as CPIs podem ser instauradas apenas para investigar fatos de interesse público relacionados a poderes públicos ou entidades com função administrativa, respeitando o equilíbrio institucional.
Apesar disso, Flávio Bolsonaro reafirma sua estratégia de ligar sua atuação parlamentar à defesa da transparência e ao combate a supostas irregularidades, enfatizando que a CPI é um instrumento legítimo de investigação. Ele enfatizou que não pretende voltar atrás em sua posição, esclarecendo que sua assinatura no requerimento não deve ser vista como um ataque à Justiça, mas sim como uma defesa do interesse público e do controle sobre possíveis atos ilegais dentro do sistema judiciário.
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